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Brasão PalhaisConstituída por treze lugares, a freguesia de Nossa Senhora da Anunciação de Palhais dista cerca de 15 Km da Sertã. É uma das mais antigas povoações do concelho.

A freguesia, cujo topónimo vem de um apelido da nobreza nacional, é povoada desde épocas pré-históricas. Do tempo dos romanos, além de uma fonte que ainda subsiste em funcionamento, e que adiante damos conta, existe um açude elevada da Rota ao Trízio, forma engenhosa de levar a água aos campos agrícolas, e ainda três pontes antigas, a das Cabras, da Atalaia e dos Charcos, e as fontes do Trízio, do Casal, de Valongo e Palhais. Aliás, a abundância de água foi um dos motivos da fixação populacional tão precoce em Palhais. Pela Freguesia correm duas ribeiras, a da Sertã e a da Isna. Para além, claro está, da importância fundamental do rio Zêzere, agora banhado pela barragem de Castelo de Bode.

Em termos eclesiásticos e administrativos, Palhais pertenceu ao grão-priorado do Crato, que apresentava o reitor colado. Este tinha de rendimento anual sessenta mil réis e o pé de altar. Uma quantia que foi aumentando com o decorrer dos anos, e que depois da extinção da Casa do Infantado se situava nos cento e dez mil réis.

A igreja matriz foi construída em 1773, numa altura que em que já existiam as capelas de Nossa Senhora da Nazaré, no Casal, e a de São Pedro, no lugar do Trízio.

A instituição da freguesia terá ocorrido em 1555, ou antes ainda. Os primeiros registos de baptismo desapareceram, mas existem ainda alguns, que nos dão o batismo mais antigo realizado em 1642. Até 1834, aqui existiu uma companhia de ordenanças, facto que comprova a importância de Palhais durante os tempos do Antigo Regime. Essa companhia, instituída em 1823, tinha um capitão Liberato José da Silva, e o alferes José Galvão. Tinha como incumbência a defesa e a segurança desta zona.

Curiosa e importante lenda circula em redor da capela de Nossa Senhora da Nazaré. Consta que, em finais do século XIV, D. Nuno Alvares Pereira aí pernoitou antes de partir para Aljubarrota. Junto da Igreja de Palhais, existe uma fonte, que ainda continua a funcionar, e que parece vir da época romana. È a fonte de Cardal Grande. Além das três pontes que foram referidas, bastante antigas, existem ainda mais três, a dos Cavalos, da Ponte Nova da Atalaia e Vilar do Ruivo. Todas juntas, as seis fariam um excelente roteiro “pelas pontes de Palhais”. Palhais é uma freguesia que vive sobretudo do sector primário, com destaque natural para a agricultura. Tinha apenas nove fogos em 1757 (cerca de trinta habitantes). Segundo o primeiro censo oficial realizado no País, em 1911, tinha 525 habitantes. Atualmente, tem pouco mais, facto que está relacionado com a crise demográfica que assolou Portugal em meados deste século, causada pela emigração em massa para o estrangeiro.

População: Habitantes 268

Festas e Romarias: S. Pedro (1º Domingo de Julho), Nossa Senhora da Anunciação (2ª quinzena de Julho) e Nossa Senhora da Nazaré)

Património cultural e edificado: Igreja matriz, Ponte romana, Ponte de Atalaia, Ponte das Cabras, Ponte de Portos dos Cavalos, Açude romano e Lagares de azeite movidos a bois.

Outros locais de interesse turístico: Lugar do Trízio, Clube náutico, Praia Fluvial e Moinhos.

Gastronomia: Coscóreis de Palhais, Maranho e Bolos e Palhais

Colectividades: Centro Cultural de Valongo